quarta-feira, 12 de junho de 2013

A situação de momento nos campeonatos de base em São Paulo: do sub 19 ao sub 16

O Campeonato Paulista sub 19 está em disputa, no primeiro turno da primeira fase. Com média de oito partidas jogadas por cada time (alguns com mais, outros com menos jogos) posso destacar aqui algumas campanhas. Na chave A o líder é Bauru (com campanha de 7-1), seguido por Franca (6-1). Na chave B, quem está na ponta é o Paulistano, que com oito vitórias e nenhuma derrota, é o único invicto do campeonato até o momento. Em Seguida vem Santo André (6-1) e Palmeiras (5-4). Pinheiros, apesar de estar em quinto lugar (devido ao número de jogos a menos está abaixo na pontuação), se destaca pela campanha (6-1).

O Paulista sub 17 encontra-se na mesma fase. Com média de sete jogos por equipe, Pinheiros tem campanha invicta no grupo A, com 7-0 até aqui. Na outro grupo, Palmeiras e Internacional de Regatas dividem a liderança com 6-1 para cada equipe.

Para finalizar, o Paulista sub 16. O Paulistano lidera o grupo A de maneira invicta (9-0), seguido de perto pelo Barueri (8-1). No grupo B, a liderança está dividida entre SESI e Palmeiras, ambos com sete vitórias e apenas uma derrota.


Interessante e importante observar que Pinheiros, Palmeiras e Paulistano tem feito campanhas positivas até o momento. Ao menos em termos de resultados, os três representantes da capital no NBB tem mostrado ótimo desempenho, o que nos enche de esperança de ver os jovens subindo para as equipes principais.

sábado, 8 de junho de 2013

Murilo se despede de São José e fecha com Bauru por três anos


Crédito da foto: Lancenet.
O Bauru até dias atrás não se mostrava um time muito ativo no mercado. A equipe fez uma boa campanha no NBB5 (caindo nas semifinais diante de Uberlândia) e até o momento só havia renovado contrato com alguns jogadores. Os três jogadores que deixaram a equipe foram Jeff Agba (um dos jogadores mais efetivos no elenco em números com 11,2 pontos e 7 rebotes em 25,6 minutos de média), Nandão, jogador jovem e de composição de elenco além do pivô Pilar (11,2 pontos e 5 rebotes) que havia fechado recentemente com o Paulistano. A única (e boa) aquisição era a do experiente Lucas Tischer, que veio do Peñarol de Mar del Plata (ARG).
Nesta sexta-feira, porém, Bauru fez ótima contratação ao fechar com Murilo por três anos. O Pivô foi MVP do NBB4 e nesse ano fez novamente grande temporada pela equipe de São José, com média de 17,2 pontos e 7,4 rebotes em 29,2 minutos de média. Além dos números, Murilo adiciona experiência para a boa e jovem equipe comandada pelo técnico Guerrinha, que agora tem bons motivos para acreditar numa campanha tão boa ou melhor que a desse ano.
Murilo fez questão de agradecer a cidade, os torcedores e os companheiros em São José em carta aberta.
Ainda há muita coisa para acontecer nesse mercado de transferências, mas conjunto e bom time Bauru já tem, resta ver como ela vai se comportar na próxima temporada.

E você leitor, o  que achou da contratação de Murilo?

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Liga Nacional aprova pedidos de Fluminense e Goiânia, que vão jogar o NBB6 sem os resultados em quadra

Na tarde desta quarta-feira, a Liga Nacional anunciou que Fluminense e Goiânia tiveram seus pedidos aceitos, e assim, ao passar pelos trâmites burocráticos de aprovação de projetos e estrutura financeira, poderão participar da próxima temporada do NBB. É importante sempre lembrar que os dois clubes não conseguiram o acesso via Copa do Brasil. O Goiânia foi derrotado na semifinal diante do próprio Fluminense, enquanto o tricolor, campeão do torneio, caiu na etapa seguinte, no triangular final para Tijuca e Macaé.
Particularmente lamento muito essa escolha. Acho que é uma decisão que não ajuda no crescimento da Liga e do basquete num longo prazo. Vejo muito mais aspectos negativos do que positivos:
- Fator Positivo (único ao meu ver): é claro que Goiânia, como um centro novo a ser explorado pela liga, e o Fluminense, um grande clube tradicional, vão chamar atenção logo de cara e devem atrair públicos interessantes.
Não discuto esse fator benéfico, mas sim o preço que se paga por pensar somente nesse aspecto. São vários os fatores negativas:
- Descredito da Liga: A Liga já havia se colocado numa postura de acabar com a possibilidade de convites, aceitando somente o acesso via Copa do Brasil e quadrangular final.
- Calendário: Em muitos momentos da temporada, o calendário ficou confuso devido ao excesso de campeonatos paralelos ao NBB. Com mais times, o problema certamente vai se agravar.
- Nível Técnico do campeonato: Com 18 times, já se questionava se havia tantos jogadores bons, distribuídos em tantas equipes, prejudicando a qualidade do NBB. Com dois times a mais, esse quadro fica ainda pior, e prevejo uma disparidade técnica muito grande entre alguns times.
- Arbitragem: Outro aspecto importante a ser pensado. Se discutimos o nível dos árbitros o tempo todo, imagina com mais times? Eles estarão preparados realmente para assumir essa responsabilidade?
Tudo o que citei são fatores comprometedores decorrentes dessa decisão. Na próxima temporada, quando estivermos assistindo Fluminense ou Goiânia, ficaremos com uma sensação de que esportivamente as coisas não estão como deveriam estar. Talvez a decisão teria sentido se não houvesse intenção de criar uma segunda divisão e assumisse de vez a política dos convites e de participação via projetos.
Antes de encerrar, queria deixar claro que gosto do trabalho da Liga Nacional como um todo, não é uma crítica generalizada e sim pontual, nessa questão especificamente.

E você amigo leitor, o que acha? Opine.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O agitado mercado de transferências e as punições do jogo 4 em São José

Falei muito pouco nesse blog sobre o mercado nacional de transferências (que está bem agitado, diga-se de passagem), e com o término do NBB, é o assunto que assume maior importância nos noticiários sobre basquete brasileiro.
Particularmente, não gosto muito de falar sobre especulações pelo simples fato de não ser algo ainda concreto, óbvio. Por isso, vou falar sobre os negócios que já estão fechados e que mais me chamaram atenção. É claro que analisar contratações é algo subjetivo, e é necessário esperar a adaptação de um jogador a uma nova equipe e uma série de outros fatores.
Abaixo a lista das contratações que considero as melhores e/ou as mais impactantes até o momento:

Desmond Holloway – da Liga Sorocabana para o Paulistano
Kenny Dawkins – da  Liga Sorocabana  para o Paulistano
Elinho – do Paulistano para o Minas
Guilherme Teichmann – de Franca para Limeira

O Paulistano demonstrou bastante ambição com a contratação da dupla norte-americana que jogou o NBB5 pela Liga Sorocabana. Holloway foi o cestinha do campeonato com média de 20,3 pontos por jogo. Dawkins não fica muito atrás, com médias de 17,8 pontos  4,1 assistências. Gustavo De Conti terá dois grandes pontuadores à sua disposição.
Minas tomou uma boa decisão ao contratar Elinho. Os números dele são bons nessa temporada (11,1 pontos / 3,4 assistência) e podem melhorar ainda mais no próximo NBB, com um pouco mais de consistência e com o amadurecimento do jogador, que só tem 23 anos e está na seleção brasileira de jovens.
Sobre Teichmann, não há o que discutir. É um líder e um cara de peso para o garrafão de qualquer equipe brasileira. Limeira vem muito forte para superar a campanha desse ano.
Não foram só essas as contratações que achei acertadas. Meu critério aqui foi simplesmente o “impacto” ao saber. Também não inclui transferências de técnicos, que fica para uma próxima postagem.

PUNIÇÕES DIVULGADAS:

A Liga divulgou hoje os jogadores punidos pela confusão no jogo 4 da semifinal, entre São José e Flamengo, no Lineu de Moura. A lista de punições foi a seguinte:

FLAMENGO:
Marcelinho Machado – 6 jogos
Caio Torres – 4 jogos
Kojo – 2 jogos

SÃO JOSÉ:
Dedé – 4 jogos
Murilo – 2 jogos

Álvaro – 2 jogos

E você? Adicionaria alguma contratação em especial a essa lista? E sobre as punições, concorda? Comente!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Com o acesso para o NBB6 definido, possibilidade de convites causa discórdia

Macaé e Tijuca conquistaram na quadra o direito de disputar o NBB na próxima temporada, vencendo o Fluminense no triangular final de acesso. Esse fato já seria motivo suficiente para ter certeza de quem seriam as 18 equipes que entrariam na disputa no ano que vem. Porém, a situação ainda não é definitiva. Está novamente em discussão a possibilidade de um convite para que Fluminense e Goiânia entrem na disputa do NBB6, que passaria a ter 20 equipes na temporada 2013/14. Os times já apresentaram suas propostas para a Liga Nacional, demonstrando projetos consistentes, e com isso, esperam ser convidados, já que o acesso não veio pelo sucesso nos resultados.
A direção do Macaé repudiou de imediato essa possibilidade, como afirmou Leandro Gomes, investidor da equipe e secretário de governo da prefeitura da cidade: “Lamento se a liga tomar esta decisão, uma vez que fomos orientados pelo próprio diretor da LNB, Paulo Bassul, que isso não aconteceria. Nos desdobramos junto com atletas e comissão para conseguir a vaga na quadra. Se este fato se confirmar, será uma atitude descredibilizante. Não sou a favor desta manobra política” declarou ao globoesporte.com.
Diante disso, a Liga tem uma situação complicada para resolver. Na minha opinião a questão esportiva deve prevalecer. Seria interessante demais para o campeonato a participação de Fluminense, um time de torcida e de camisa pesada, e de Goiânia, um novo centro a ser explorado pelo NBB. Mas ver só isso seria pensar a curto prazo, além de voltar atrás no que já foi dito. É necessário pensar na credibilidade da Liga e de uma vez por todas resolver as coisas dentro de quadra, para evitar abrir precedentes e que em todo final de temporada apareça esse tipo de discussão.
Fluminense e Goiânia podem sim ser importantes para o basquete nesse momento, mantendo os projetos estruturados como dizem estar, forçando outros times a elevar suas forças para uma disputa de uma segunda divisão melhor tecnicamente e com um calendário maior. Além disso, será que já temos uma condição técnica tão alta para manter um NBB de bom nível com 20 times? Sinceramente, tenho minhas dúvidas e hoje acho que seria um número alto.
Agora é aguardar para ver o que vai ser decidido. Enquanto as regras do jogo não prevalecer, vamos analisando situações, de ano em ano, de caso em caso...


E você, concorda ou discorda? Comente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pós-final: Os melhores da temporada e algumas considerações

Após o término do jogo final do NBB5, onde o Flamengo se sagrou o grande campeão, foi divulgada a lista com os melhores da temporada. Em alguns casos, escolhas de consenso geral, em outros, muitas discussões. Antes de fazer minhas considerações, reproduzo abaixo a lista com todos os prêmios:

Seleção do NBB5:

Armador: Fúlvio (São José)
Alas: Robert Day (Uberlândia) e Marquinhos (Flamengo)
Pivôs: Rafael Mineiro (Pinheiros) e Caio Torres (Flamengo)

MVP da temporada: Marquinhos (Flamengo)
MVP da Final: Caio Torres (Flamengo)
Melhor técnico: Lula Ferreira (Franca)
Melhor defensor: Alex Garcia (Brasília)
Sexto homem: Léo Meindl (Franca)
Jogador que mais evoluiu: Gui Deodato (Bauru)
Destaque jovem (Sub-21): Ricardo Fischer (Bauru)

Os melhores em cada fundamento:
Cestinha: Desmond Holloway (L. Sorocabana) com média de 20,3 pontos por jogo
Líder em rebotes: Bábby (Mogi das Cruzes) com média de 8,7 por jogo
Líder em assistências: Fúlvio (São José) com média de 7,5 por jogo

- A eliminação precoce do Brasília se reflete nas premiações. Apenas Alex, o melhor defensor, representa o tricampeão do NBB. Apesar disso, não vejo um time em declínio ou coisa do tipo, e será na temporada que vem como sempre foi na era NBB, forte candidato ao título.

- Desmond Holloway acabou como cestinha da temporada, desbancando Marquinhos. É claro que se deve considerar que o norte-americano não disputou as fases mais agudas dos playoffs e nem levou seu time ao título como o flamenguista, mas não deixa de ser um feito elogiável e uma contratação espetacular do Paulistano para a próxima temporada.

-Babby me surpreendeu ao ser o melhor nos rebotes, não porque eu duvide de sua capacidade técnica, longe disso, mas Olivinha chegou a liderar de maneira tão absoluta num determinado ponto do campeonato, que achei que a dianteira nesse fundamento não sairia de suas mãos.

- A escolha mais discutida foi a de Lula Ferreira como o melhor técnico. Eu mesmo afirmei nesse blog semana passada que votaria nele pelo trabalho que fez em Franca. Entendo perfeitamente quem acha que José Neto deveria levar o prêmio por ter sido o campeão, e admito que só esse argumento é tão bom, ou melhor, que o meu.
Acho também que dentre todas as escolhas, essa é a mais complicada. Tudo depende de como você vê o trabalho do técnico, do que mais considera. Nesse caso vejo uma disputa de evolução x resultado.

E você amigo leitor, o que acha? Qual sua opinião sobre a lista dos premiados? Deixe sua opinião.

sábado, 1 de junho de 2013

Flamengo confirma a melhor campanha, faz a festa da torcida e é bicampeão do NBB

Crédito: Alexandre Loureiro - LANCEPress.


O Flamengo derrotou o Uberlândia por 77 a 70 na grande final e conquistou o bicampeonato do NBB na HSBC Arena, diante de 15 mil torcedores na manhã deste sábado. O rubro-negro não conquistava o título nacional desde a primeira edição do NBB, em 2009. Caio Torres, que esteve envolvido na polêmica absolvição da suspensão pela confusão no jogo 4 da semifinal, foi o cestinha da partida com 23 pontos além de 10 rebotes, e consequentemente, eleito o melhor jogador da final.
O jogo não foi um dos melhores em nível técnico, e isso tem muito a ver com esse sistema com final em jogo único. Fica muito claro que isso potencializa o nervosismo das equipes, que foram se acertando ao decorrer da partida. O Flamengo, soube decidir, foi mais time hoje e durante toda a competição e mereceu o título.
O início da final foi muito tenso. Cipolini (16 pontos) começou dando trabalho para Caio Torres, impondo velocidade na transição da defesa para o ataque, mas pecou muito nas conclusões das jogadas, errando bandejas fáceis. O Flamengo foi abrindo vantagem nos contra-ataques gerados nesses erros e também porque os tiros de fora do seu adversário simplesmente não caiam. O principal mérito do Uberlândia em meio as falhas foi de roubar muitas bolas. Grubber (20 pontos) levou os comandados de Hélio Rubens nas costas nesse quarto, com 11 dos 15 pontos do time.
No segundo período, veio o momento mais tenso para o Flamengo. A diferença de estilos de jogo entre as equipes era clara. O rubro-negro jogava dentro do garrafão, infiltrando com quem quer que fosse, enquanto Uberlândia insistia nos chutes de 3, que passaram a cair (tanto que fez 19 a 12 em 10 minutos). Num jogo que ainda era marcado por muitos erros, os visitantes foram para o intervalo vencendo por um ponto, 34 a 33.
No reinício da partida, o Flamengo se mostrou mais calmo, e bastou melhorar o aproveitamento dos chutes de fora para que o rubro-negro não só retomasse a dianteira do placar, mas também conseguisse abrir novamente uma confortável vantagem (58 a 49).
No último quarto o Flamengo entrou disposto a segurar a partida, jogando muito firme na marcação (estourou o limite de faltas em apenas 5 minutos). Controlou o relógio em todas as posses de bola, pontuou com consistência e garantiu a vitória e o título.
É importante ressaltar que o técnico José Neto conseguiu impor uma marcação que reduzisse os pontos fortes do seu adversário. Robert Day, fez apenas 8 pontos (2/9), enquanto Robby Collum anotou apenas 7 (2/10). O incrível é que 4 desses 19 arremessos foram de 3 pontos. Os dois jogadores combinados não anotaram uma cesta sequer próximos ao aro. Além deles, Audrei, o sexto homem de Uberlândia, anotou apenas 4 pontos.
A conquista veio coroar uma campanha praticamente perfeita da equipe carioca, que perdeu apenas 4 jogos na fase de classificação e encontrou dificuldades só na fase semifinal, diante de São José. A superioridade foi vista também nas premiações individuais, já que Marquinhos foi um dos alas da seleção do campeonato além de levar o prêmio de MVP. Caio Torres também marcou presença como o melhor pivô.

Parabéns aos campeões! E o que você achou da final? E da campanha do Flamengo? Comente!