quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Chicago visita Houston Rockets tentando frear a queda de produção enfrentada nos últimos jogos

Foto: Youtube.com


O confronto desta noite entre Chicago Bulls e Houston Rockets tem tudo pra ser interessante. Os times entram em quadra hoje, às 23h (com transmissão da ESPN) no Toyota Center com objetivos diferentes. Ainda que sejam duas equipes da parte de cima na tabela, sendo Houston o 3º no Oeste, e Chicago o 4º no Leste, cada um se encontra em uma forma diferente neste momento da temporada.
Houston vem de derrota na última partida fora de casa para Detroit, mas está num melhor momento. Terá uma sequência de três jogos em casa (Bulls hoje, Bucks na sexta e TrailBlazers no domingo) para tentar encostar no Memphis Grizzlies na briga pela segunda posição de sua conferência. Apesar de uma campanha de 6 vitórias e 4 derrotas nos últimos 10 jogos, é um time que hoje consegue executar melhor seu plano de jogo em comparação ao Chicago. James Harden segue soberano como cestinha da NBA com 27 pontos em média por partida, além de duas roubadas de bola por jogo, reforçando o jogo de contra-ataque em velocidade de seu time. Os Rockets tem como base os chutes três, com aproveitamento de 35,2%.
O Chicago Bulls, por sua vez, tem encarado dificuldades ultimamente. Joakim Noah, principal defensor da equipe, tem sofrido com seguidas lesões e quando está em quadra não tem conseguido colocar sua energia habitual em prol do time. Jimmy Butler, peça chave para o time nesta temporada, tem caído de rendimento na defesa e no ataque. Muito disso pode ser explicado pelo ritmo insano que tenta impor o tempo inteiro lado a lado na quadra, sobrecarregando seu físico.
Derrick Rose é outro que sofre demais com sua condição física. Apesar de ter perdido poucos jogos na temporada, Rose sofre para alcançar o auge de seu jogo. Muito creem que o jogador jamais terá o mesmo desempenho de sua temporada de MVP por conta das limitações impostas pelo seu corpo. Eu prefiro esperar. Habilidade obviamente não é o problema, mas as coisas não parecem simples para Rose, que não tem tido a explosão que conhecemos para infiltrar, obrigando-o a chutar mais de fora. Quando a bola cai, ótimo. Quando as coisas não correm bem, a sensação é de que Rose força demais, jogando sem a fluidez necessária, deixando a distribuição no ataque um pouco falha
Ainda com todos esses problemas, Chicago conta com Pau Gasol em uma temporada de All-star e um conjunto muito talentoso. O Bulls não deve ser descartado na briga no leste se conseguir chegar saudável. Cabe a Tom Thibodeau administrar isso.
Chicago também tem sido excelente fora de casa. O time é o segundo melhor neste quesito com 17 vitórias e 8 derrotas, empatado justamente com Houston, atrás somente do Atlanta Hawks. No dia 5 de janeiro, os Bulls levaram a melhor sobre os Rockets, vencendo por 114 a 105 no United Center.

E aí querido leitor? Quem você acha que leva essa? Chicago ou Houston? Dê sua opinião.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sucesso dos Raptors na pós-temporada depende de uma boa colocação no leste


Foto: huffingtonpost.ca
Depois de muitos anos sem brigar por nada na NBA, o Toronto Raptors vem flertando com o sucesso desde a última temporada, e com isso as expectativas e a pressão por resultados aumentaram consideravelmente. O time canadense conta com os all-stars Kyle Lowry e DeMar DeRozan (que ficou de fora esse ano devido a uma lesão na virilha) e pretende superar a frustração da queda na temporada passada para o experiente Brooklyn Nets por 4 a 3, sendo que o jogo 7 foi em pleno Air Canadá Centre.
Para que os canadenses possam alcançar ao menos uma segunda rodada de playoffs (ou quem sabe a final do leste), devem cumprir um objetivo durante a temporada regular: terminar entre a 2º e a 3º posição de sua conferência. Ter sucesso nessa missão significaria prováveis confrontos contra o Milwaukee Bucks (que ainda não estará maduro o suficiente para esse ano e lida com desfalques), o enfraquecido Miami Heat, O Charlotte Hornets ou ainda uma revanche com o agora combalido Brooklyn.
Em caso de insucesso na missão, os confrontos possíveis seriam contra o Chicago Bulls ou Cleveland Cavaliers. Ainda que seja considerável a chance de conquista do mando de quadra, ao meu ver é inegável de que o primeiro cenário é o mais acessível.
Não resta dúvida sobre a qualidade do basquete jogado pelo Toronto. Lowry (19 pontos por jogo / 7,3 assistências) é um armador extremamente competente, tanto nas assistências quanto na pontuação, além de ser o capitão do time, o cara que tem uma personalidade forte em quadra, de liderança e responsabilidade. Derozan (18,2 pontos), é mais tímido, mas não menos efetivo, possuindo boa agilidade, poder nas infiltrações e bom arremesso de média distância.
Ao redor dos dois o técnico Dwane Casey conseguiu encaixar as outras peças trazidas pelo General Manager Masai Ujiti num bom e competitivo time. O pivozão lituano Jonas Valanciunas evolui a cada temporada, conseguindo estabelecer o seu jogo no garrafão de forma cada vez mais efetiva, sempre contando com o auxílio do seguro Amir Jonhson. Greivis Vasquez divide com Lowry a função de carregar a bola, deixando-o com pernas para os momentos decisivos. Do banco vem Lou Williams, o terceiro pontuador do time com 15,3 pontos de média, além da turma de apoio com Terrence Ross, Patrick Patterson e James Johnson. O que talvez falte a esse time é experiência em momentos decisivos, algo que não é perdoado nos playoffs.

Foto: Raptors.com
Com 6 vitórias nos últimos 7 jogos, incluindo o triunfo no confronto direto contra o Washington fora de casa, resta então saber até onde esse time pode chegar. A fanática torcida que adotou o “We The North” (“Nós, o Norte”) como identidade espera por um final feliz dessa vez, para retomar o protagonismo alcançado na época de Vince Carter, quando viu o time jogar a final do Leste com os 76ers de Allen Iverson.

E aí amigos? O que acham do time do Toronto? Tem chances no Leste? Quem sabe o time não está construindo um caminho vencedor para que os brasileiros Bruno Caboclo e Lucas Bebê não possam participar num futuro próximo, não é mesmo? Comente.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Na acirrada conferência Oeste, é certo que teremos um bom time fora dos playoffs


foto: thestyleunited.com
 
Durante os últimos anos, todos que curtem e acompanham NBA apontam a conferência Oeste como a mais forte da liga (e com toda razão). Este ano não será diferente e é certo que pelo menos uma equipe com campanha acima (ou bem acima!) dos 50% de aproveitamento fique de fora da luta pelo título.
O Oklahoma City Thunder é um time que podemos destacar como o melhor exemplo deste cenário no atual momento. Nono colocado no Oeste, o OKC tem 23 vitória e 24 derrotas, e hoje seria o 6º colocado se jogasse no leste. Aliás, Kevin Durant e Russell Westbrook terão muitas dificuldades para conduzir o Thunder à classificação, e o que parecia certo nas previsões de pré-temporada, se tornou duvidoso depois do tenebroso início da equipe devido as seguidas lesões das duas estrelas.
Até o Denver Nuggets, vejam só, 11º (!) do Oeste (19v -29d) estaria a duas vitórias da zona de classificação no leste, que tem como 8º lugar o Charlotte Hornets (20v-27d).
Denver à parte, a briga direta do OCK deve ser mesmo contra o Phoenix Suns e New Orleans Pelicans nessa segunda metade de temporada regular. Serão três times para uma vaga.

foto: thesportsfanjornal.com
Os Pelicans passaram por momentos de instabilidade, mas tem se recuperado nos últimos jogos. Contar com Anthony Davis é um trunfo e tanto nessa disputa, já que o “monocelha” tem tido uma temporada espetacular e é lembrado na maioria das listas de especialistas e espectadores quando o assunto é MVP.
Phoenix, o oitavo colocado no momento, deverá ser um time duríssimo de ser ultrapassado por NOLA ou OKC. O time do Arizona já merecia essa vaga no ano passado pelo bom basquete que joga, e esse ano não quer viver novamente essa frustração. Os “baixinhos” Goran Dragic, Eric Bladsoe e Isaiah Thomas infernizam qualquer defesa, propondo sempre um jogo agressivo e veloz.
A situação no momento na conferência Oeste é a seguinte:

6º – Dallas Mavericks – 32v / 17d
7º – San Antonio Spurs – 30v / 18d
8º – Phoenix Suns – 28v / 21d
9º– New Orleans Pelicans – 25v / 22d
10º – Oklahoma City Thunder – 23v / 24d

Na frieza dos número San Antonio está próximo dessa briga, assim como Dallas. Creio que a dupla texana tende a melhorar, principalmente San Antonio. Do time de Greg Popovic eu JAMAIS vou duvidar ou excluir de qualquer briga por playoffs ou título. O SAS sempre chega e vai estar no ponto certo na hora certa, ainda que o time lute com uma série de contusões de seus principais jogadores até aqui.

E aí leitores/torcedores/analistas? Qual a previsão do Oeste? A briga pelas vagas restantes ficará entre Phoenix, New Orleans e OKC? Mais alguém tem chance? Comente!



sábado, 31 de janeiro de 2015

A temporada fraca do Brooklyn Nets é um sintoma de que as coisas tendem a piorar

Foto: The Playoffs

Uma folha salarial altíssima (supera superando a faixa dos US$ 100 milhões), futuras escolhas de draft comprometidas (devido as trocas por grandes estrelas) e um dono que já não está mais disposto a “brincar” de gastar dinheiro com um time que não dá resultados. Esta é a situação atual do Brooklyn Nets, que está na nona posição do leste com 18 vitórias e 28 derrotas (foi superado pelo Toronto Raptors em casa ontem por 127 a 122 na prorrogação), fora da zona de classificação para os playoffs.
Por tudo isso, parece inevitável que os responsáveis pela franquia busquem uma limpa total nos salários atuais à base de troca para poder remontar o time. Os Nets são citados em todos os rumores de trocas, principalmente quando envolvem os nomes de Joe Johnson e Deron Williams. O problema é de que forma essa reformulação virá e quanto tempo isso pode levar, pois é aqui todos os fatores que citei acima começam a se interligar.
O ideal para uma franquia que visa a reconstrução de seu time é ter boas escolhas no draft, coisa que os Nets hoje não tem. Nesse caso, as estrelas do elenco (que tem sua saída dada como certa) poderiam render algumas escolhas, o que algo ainda incerto, pois até que ponto algum time estaria disposto a tê-los devido aos altíssimos salários?
Outra questão fundamental é: quem será o dono da franquia nos próximos anos? Com estrelas ou com jovens, toda a franquia precisa de um norte em suas decisões, um dono, uma filosofia. De acordo com a Bloomberg News e ESPN norte-americana, o bilionário russo Mikhail Prokhorov está em busca de alguém para vender os Nets, algo muito grande, que interfere no trabalho de todos os envolvidos (diretoria e atletas) e causa incertezas.
Todo esse cenário parece expor uma situação muito pior do que do próprio basquete jogado pelo time, onde o técnico Lionel Hollins perdeu a paciência, colocando Deron Williams (quando saudável) e Brook Lopes no banco de reservas.

Foto; Sixthmanjornal

Para não falar que só falei de coisas negativas relacionadas aos Nets, até que os movimentos da diretoria mostrem o contrário, há sim uma ótima notícia e ela se chama Mason Plumlee. O jovem pivô tem jogado com frequência nessa temporada com números razoáveis: 10,4 pontos e 6,4 rebotes por partida. Ágil e atlético, demonstra ainda potencial de melhora em seu jogo. Se melhor trabalhado, como Hollins parece estar disposto a fazer, Plumlee pode ser um dos guias dessa provável renovação do Brooklyn.

E vocês caros leitores, o que acham? O que o futuro reserva para o Brooklyn Nets? Reformulação total, parcial ou nada disso? Comente!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mavericks e Heat: dois times em busca de afirmação na zona dos playoffs


Dallas Mavericks e Miami Heat se enfrentam hoje às 23h, na American Airlines Arena, com o objetivo de melhorar na tabela de classificação dentro de suas conferências. Dallas é o 7º colocado no Oeste (30 vitórias e 17 derrotas), enquanto Miami é o 7º do Leste (20v-25d). Os dois times dão pinta de que devem ir à pós-temporada, mas a verdade é que precisam se afirmar o quanto antes nesta condição para se garantir. Vale lembrar que no primeiro jogo entre os dois, no dia 9/11, o Heat venceu fora de casa por 105-96.
Dallas precisa ser mais estável se quiser realmente brigar pelo título como todos esperam. Os texanos acumulam quatro derrotas seguidas, sendo que as duas últimas para concorrentes diretos (Memphis e Houston). Fato é que a campanha do time não deslanchou desde a chegada de Rajon Rondo, ainda que o armador seja o 4º melhor da liga em assistências (9 por jogo), e lidere o 3º melhor ataque (107,2 pontos).
Miami, por sua vez, só iria aos playoffs pela inferioridade do Leste (principalmente do 5º pra baixo). O time tem sofrido para construir uma nova identidade nessa era pós-Lebron James, além de ter que conviver com a condição física e lesões de seu all-star Dwyane Wade. Por outro lado, Chris Bosh mantém a equipe competitiva com seus 21,3 pontos por jogo, além da importante colaboração de Hassan Whiteside. O jovem pivô tem sido a surpresa do Heat até aqui, jogando bem em partidas importantes, como contra OKC e Chicago por exemplo.
Por conta desse desafio que cada uma das equipes possui, a promessa é de que logo mais teremos um jogo muito interessante, com ligeiro favoritismo para Dallas na minha opinião. A ESPN+ transmite a peleja, portanto vale a pena ficar ligado!

E vocês? Vão acompanhar a partida hoje? Quem leva essa? Diz aí!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Klay Thompson e Kirye Irving em suas noites notáveis na NBA


A NBA usa muito o termo Nightly Notable” para destacar uma atuação individual na rodada. Fato é que Kirye Irving e Klay Thompson proporcionaram aos seus fãs na última semana não só grandes performances, mais do que isso, fizeram história.


Contra o Sacramento Kings no último domingo, Thompson anotou 52 pontos e levou os torcedores na Oracle Arena ao delírio, quebrando o recorde de maior pontuador em um só quarto na NBA. Foram INCRÍVEIS 37 pontos no terceiro período do confronto, superando até com boa margem o recorde anterior que pertencia a George Gervin (em 1978) e Carmelo Anthony (em 2008), ambos com 33 pontos. Thompson foi perfeito em suas tentativas (13/13), sendo que nove delas foram de três pontos.
Outro fator que torna a marca tão impressionante é que Thompson nem precisou dos doze minutos do período para realizar sua façanha. Oito minutos bastaram.
Não menos notável foi a atuação de Kyrie Irving na noite de ontem. Kyrie assumiu o comando da equipe na ausência de Lebron James e anotou 55 pontos na vitória sobre o Portland Trail Blazers, incluindo a bola de três que decidiu a partida. O armador bateu o recorde da franquia, convertendo 11 bolas de três.


 Não há muito o que falar amigos. Assistam os vídeos e divirtam-se! It's showtime!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Prezando pelo jogo coletivo, Atlanta Hawks sobra na liderança do Leste

Crédito: msn.com

No início da temporada ninguém imaginava que os Hawks estariam na liderança da conferência Leste com uma campanha de 37 vitórias e apenas 8 derrotas. Porém, o time comandado pelo técnico Mike Budenholzer tem contrariado as previsões iniciais fazendo um excelente trabalho.
Muitos se referem ao time de Mike como o “Spurs do Leste”, devido ao estilo de jogo que o técnico impõe, assimilando muito da experiência adquirida nos tempos de assistente de Greg Popovic em San Antonio. Confesso que entendo os motivos de tal alcunha, mas  particularmente não gosto de usá-la. Inspirações não são necessariamente cópias e os Hawks tem criado sua própria identidade e isso não pode ser ignorado.
Algumas estatísticas mostram a eficiência do time de Atlanta. É o segundo time com mais assistências por jogo (26,1), o quinto em roubos de bola (8,9), o quarto em porcentagem de conversão de arremessos (47.3%) e o líder em aproveitamento nas bolas de três pontos (38,7%). Além disso, o time é o líder em pontos por assistência (68,6%), o que mostra muita fluidez ofensiva, e é o quarto em pontos cedidos a cada cem posses de bola (99,6), resultado de uma defesa muito sólida e bem postada.
Não há um jogador nos Hawks que tenha um desempenho superior a ponto de destoar dos outros, ainda que Al Horford seja a peça chave neste time. O equilíbrio também é marca nas estatísticas individuais. O cestinha do time é Jeff Teague com 17,1 pontos por jogo, e apenas a 0,1 atrás está Paul Millsap (com 17.0).
Horford e Millsap fazem uma excelente parceria de garrafão defensiva e ofensivamente. Kyle Korver, com sua alta porcentagem de conversão dos tiros de três obriga a defesa adversaria abrir, o que cria espaços para o ataque e facilita as infiltrações de Jeff Teague. DeMarre Carroll e Dennis Schroder pontuam e não deixam o ritmo do jogo cair.
Todos esses números e essa forma de jogar credenciam os Hawks ao título do Leste, ainda mais se considerarmos que nenhum dos seus concorrentes diretos estão numa forma parecida.
Hoje, às 23h, os Hawks entram em quadra para encarar o claudicante Brooklyn Nets, na Phillips Arena (com transmissão da ESPN+). Atlanta buscará nada menos do que a sua 17 vitória seguida, recorde disparado da franquia. Vale a pena ficar de olho.

O que vocês estão achando da campanha dos Hawks? Opinem!