quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

LA Clippers busca embalo e desafia a ótima sequência de Cleveland


Imagem: directvplay.com

O Los Angeles Clippers visita na noite desta quinta-feira o Cleveland (às 23h, com transmissão do Space) para tentar quebrar a ótima série de 11 vitórias consecutivas dos Cavaliers. Kyrie Irving e Lebron James estão em grande forma, conduzindo a recuperação dos Cavs, que passou por uma crise em certo momento da temporada, colocando em risco o cargo do técnico David Blatt (que teve seu comando questionado publicamente pelo próprio Lebron).
Irving vem tendo grandes performances, com destaque para a atuação da última semana, quando anotou 55 pontos contra o Portland TrailBlazers. O agressivo armador está com ótimos números na temporada em pontos (21,9 em média por jogo), mas ainda peca um pouco na armação, com apenas 5,2 assistências. Lebron, depois de perder algumas partidas está aparentemente saudável, apto a jogar e com condição atlética suficiente para impor o seu melhor basquete. O King James segue na vice liderança dos cestinhas da temporada com 26,2 pontos por noite e começa a esquentar na hora certa, visando os playoffs.

Foto: cleveland.com

No lado vermelho de Los Angeles as coisas não vão mal, mas também não estão bem o suficiente perante a feroz conferência Oeste. O time Angelino mantém de certa forma a mesma pegada dos últimos anos sob o comando de Blake Griffin, que anota 22,6 pontos, Cris Paul que distribui 9,6 assistências (além de 17,7 pontos) e com a proteção de garrafão do atlético DeAndre Jordan, o melhor reboteiro da liga com média de 13,6 no quesito. Não dá pra negar que é um bom time.
O problema para o Clippers é que isso parece não ser mais o suficiente para se colocar como um sério candidato ao título em sua conferência. O time que se classificava regularmente à frente de Warriors, Grizzlies, TrailBrazer e Houston, hoje não só está atrás (5º no leste) por conta da evolução desses times, mas também não joga um basquete que se mostra suficientemente bom para encará-los numa série melhor de 7 jogos. Os comandados do experiente Doc Rivers sempre ficam na promessa e é hora provar que toda a expectativa depositada nesse time não é em vão.
Na minha opinião os Cavs levam vantagem nesse confronto e devem aumentar a sequencia de vitórias. No primeiro jogo entre os dois na temporada, Irving anotou 37 pontos e comandou o seu time ao triunfo por 126 a 121 em pleno Staples Center.


Vai assistir esse jogão? Qual seu palpite? Os Cavs chegarão forte aos playoffs? E os Clippers? Comente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Chicago visita Houston Rockets tentando frear a queda de produção enfrentada nos últimos jogos

Foto: Youtube.com


O confronto desta noite entre Chicago Bulls e Houston Rockets tem tudo pra ser interessante. Os times entram em quadra hoje, às 23h (com transmissão da ESPN) no Toyota Center com objetivos diferentes. Ainda que sejam duas equipes da parte de cima na tabela, sendo Houston o 3º no Oeste, e Chicago o 4º no Leste, cada um se encontra em uma forma diferente neste momento da temporada.
Houston vem de derrota na última partida fora de casa para Detroit, mas está num melhor momento. Terá uma sequência de três jogos em casa (Bulls hoje, Bucks na sexta e TrailBlazers no domingo) para tentar encostar no Memphis Grizzlies na briga pela segunda posição de sua conferência. Apesar de uma campanha de 6 vitórias e 4 derrotas nos últimos 10 jogos, é um time que hoje consegue executar melhor seu plano de jogo em comparação ao Chicago. James Harden segue soberano como cestinha da NBA com 27 pontos em média por partida, além de duas roubadas de bola por jogo, reforçando o jogo de contra-ataque em velocidade de seu time. Os Rockets tem como base os chutes três, com aproveitamento de 35,2%.
O Chicago Bulls, por sua vez, tem encarado dificuldades ultimamente. Joakim Noah, principal defensor da equipe, tem sofrido com seguidas lesões e quando está em quadra não tem conseguido colocar sua energia habitual em prol do time. Jimmy Butler, peça chave para o time nesta temporada, tem caído de rendimento na defesa e no ataque. Muito disso pode ser explicado pelo ritmo insano que tenta impor o tempo inteiro lado a lado na quadra, sobrecarregando seu físico.
Derrick Rose é outro que sofre demais com sua condição física. Apesar de ter perdido poucos jogos na temporada, Rose sofre para alcançar o auge de seu jogo. Muito creem que o jogador jamais terá o mesmo desempenho de sua temporada de MVP por conta das limitações impostas pelo seu corpo. Eu prefiro esperar. Habilidade obviamente não é o problema, mas as coisas não parecem simples para Rose, que não tem tido a explosão que conhecemos para infiltrar, obrigando-o a chutar mais de fora. Quando a bola cai, ótimo. Quando as coisas não correm bem, a sensação é de que Rose força demais, jogando sem a fluidez necessária, deixando a distribuição no ataque um pouco falha
Ainda com todos esses problemas, Chicago conta com Pau Gasol em uma temporada de All-star e um conjunto muito talentoso. O Bulls não deve ser descartado na briga no leste se conseguir chegar saudável. Cabe a Tom Thibodeau administrar isso.
Chicago também tem sido excelente fora de casa. O time é o segundo melhor neste quesito com 17 vitórias e 8 derrotas, empatado justamente com Houston, atrás somente do Atlanta Hawks. No dia 5 de janeiro, os Bulls levaram a melhor sobre os Rockets, vencendo por 114 a 105 no United Center.

E aí querido leitor? Quem você acha que leva essa? Chicago ou Houston? Dê sua opinião.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sucesso dos Raptors na pós-temporada depende de uma boa colocação no leste


Foto: huffingtonpost.ca
Depois de muitos anos sem brigar por nada na NBA, o Toronto Raptors vem flertando com o sucesso desde a última temporada, e com isso as expectativas e a pressão por resultados aumentaram consideravelmente. O time canadense conta com os all-stars Kyle Lowry e DeMar DeRozan (que ficou de fora esse ano devido a uma lesão na virilha) e pretende superar a frustração da queda na temporada passada para o experiente Brooklyn Nets por 4 a 3, sendo que o jogo 7 foi em pleno Air Canadá Centre.
Para que os canadenses possam alcançar ao menos uma segunda rodada de playoffs (ou quem sabe a final do leste), devem cumprir um objetivo durante a temporada regular: terminar entre a 2º e a 3º posição de sua conferência. Ter sucesso nessa missão significaria prováveis confrontos contra o Milwaukee Bucks (que ainda não estará maduro o suficiente para esse ano e lida com desfalques), o enfraquecido Miami Heat, O Charlotte Hornets ou ainda uma revanche com o agora combalido Brooklyn.
Em caso de insucesso na missão, os confrontos possíveis seriam contra o Chicago Bulls ou Cleveland Cavaliers. Ainda que seja considerável a chance de conquista do mando de quadra, ao meu ver é inegável de que o primeiro cenário é o mais acessível.
Não resta dúvida sobre a qualidade do basquete jogado pelo Toronto. Lowry (19 pontos por jogo / 7,3 assistências) é um armador extremamente competente, tanto nas assistências quanto na pontuação, além de ser o capitão do time, o cara que tem uma personalidade forte em quadra, de liderança e responsabilidade. Derozan (18,2 pontos), é mais tímido, mas não menos efetivo, possuindo boa agilidade, poder nas infiltrações e bom arremesso de média distância.
Ao redor dos dois o técnico Dwane Casey conseguiu encaixar as outras peças trazidas pelo General Manager Masai Ujiti num bom e competitivo time. O pivozão lituano Jonas Valanciunas evolui a cada temporada, conseguindo estabelecer o seu jogo no garrafão de forma cada vez mais efetiva, sempre contando com o auxílio do seguro Amir Jonhson. Greivis Vasquez divide com Lowry a função de carregar a bola, deixando-o com pernas para os momentos decisivos. Do banco vem Lou Williams, o terceiro pontuador do time com 15,3 pontos de média, além da turma de apoio com Terrence Ross, Patrick Patterson e James Johnson. O que talvez falte a esse time é experiência em momentos decisivos, algo que não é perdoado nos playoffs.

Foto: Raptors.com
Com 6 vitórias nos últimos 7 jogos, incluindo o triunfo no confronto direto contra o Washington fora de casa, resta então saber até onde esse time pode chegar. A fanática torcida que adotou o “We The North” (“Nós, o Norte”) como identidade espera por um final feliz dessa vez, para retomar o protagonismo alcançado na época de Vince Carter, quando viu o time jogar a final do Leste com os 76ers de Allen Iverson.

E aí amigos? O que acham do time do Toronto? Tem chances no Leste? Quem sabe o time não está construindo um caminho vencedor para que os brasileiros Bruno Caboclo e Lucas Bebê não possam participar num futuro próximo, não é mesmo? Comente.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Na acirrada conferência Oeste, é certo que teremos um bom time fora dos playoffs


foto: thestyleunited.com
 
Durante os últimos anos, todos que curtem e acompanham NBA apontam a conferência Oeste como a mais forte da liga (e com toda razão). Este ano não será diferente e é certo que pelo menos uma equipe com campanha acima (ou bem acima!) dos 50% de aproveitamento fique de fora da luta pelo título.
O Oklahoma City Thunder é um time que podemos destacar como o melhor exemplo deste cenário no atual momento. Nono colocado no Oeste, o OKC tem 23 vitória e 24 derrotas, e hoje seria o 6º colocado se jogasse no leste. Aliás, Kevin Durant e Russell Westbrook terão muitas dificuldades para conduzir o Thunder à classificação, e o que parecia certo nas previsões de pré-temporada, se tornou duvidoso depois do tenebroso início da equipe devido as seguidas lesões das duas estrelas.
Até o Denver Nuggets, vejam só, 11º (!) do Oeste (19v -29d) estaria a duas vitórias da zona de classificação no leste, que tem como 8º lugar o Charlotte Hornets (20v-27d).
Denver à parte, a briga direta do OCK deve ser mesmo contra o Phoenix Suns e New Orleans Pelicans nessa segunda metade de temporada regular. Serão três times para uma vaga.

foto: thesportsfanjornal.com
Os Pelicans passaram por momentos de instabilidade, mas tem se recuperado nos últimos jogos. Contar com Anthony Davis é um trunfo e tanto nessa disputa, já que o “monocelha” tem tido uma temporada espetacular e é lembrado na maioria das listas de especialistas e espectadores quando o assunto é MVP.
Phoenix, o oitavo colocado no momento, deverá ser um time duríssimo de ser ultrapassado por NOLA ou OKC. O time do Arizona já merecia essa vaga no ano passado pelo bom basquete que joga, e esse ano não quer viver novamente essa frustração. Os “baixinhos” Goran Dragic, Eric Bladsoe e Isaiah Thomas infernizam qualquer defesa, propondo sempre um jogo agressivo e veloz.
A situação no momento na conferência Oeste é a seguinte:

6º – Dallas Mavericks – 32v / 17d
7º – San Antonio Spurs – 30v / 18d
8º – Phoenix Suns – 28v / 21d
9º– New Orleans Pelicans – 25v / 22d
10º – Oklahoma City Thunder – 23v / 24d

Na frieza dos número San Antonio está próximo dessa briga, assim como Dallas. Creio que a dupla texana tende a melhorar, principalmente San Antonio. Do time de Greg Popovic eu JAMAIS vou duvidar ou excluir de qualquer briga por playoffs ou título. O SAS sempre chega e vai estar no ponto certo na hora certa, ainda que o time lute com uma série de contusões de seus principais jogadores até aqui.

E aí leitores/torcedores/analistas? Qual a previsão do Oeste? A briga pelas vagas restantes ficará entre Phoenix, New Orleans e OKC? Mais alguém tem chance? Comente!