sábado, 22 de outubro de 2016

Previsões para a Temporada 2016/2017 - Conferência Leste (Parte 2)


DETROIT PISTONS
The Palace of Auburn Hills
TÍTULOS – 3 (1989, 1990, 2004)
ÚLTIMA CAMPANHA: Primeira rodada dos Playoffs
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

Depois de tanto tempo sem ir à pós temporada, a varrida sofrida pelos Cavs na primeira rodada dos playoffs não foi tão amarga. A derrota serviu para o amadurecimento do jovem elenco dos Pistions. A meta agora é repetir o desempenho da temporada passada para conseguir melhores resultados na fase decisiva. O time não é um dos mais estrelados da NBA, mas tem ao redor do excelente pivô Andre Drummond bons jogadores como Tobias Harris, Marcus Morris e Kentavious-Caldwell Pope.


CHARLOTTE HORNETS
Time Warner Cable Arena
TÍTULOS - Nenhum
ÚLTIMA CAMPANHA: Primeira rodada dos playoffs
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

A última campanha dos Hornets foi boa e o time parecia ter condições de eliminar o Heat na primeira rodada dos playoffs, mas no fim acabou ficando pelo caminho. Repetir essa campanha já seria um feito e tanto para a franquia de Michael Jordan, que não aparenta ter condições de algo além disso. O elenco comandado por Steve Clifford sofreu algumas baixas, mas continuar sendo liderado pelo cada vez melhor Kemba Walker. Nicolas Batum ficou em Charlotte e é uma ótima opção de espaçamento de quadra devido ao seu bom aproveitamento nos chutes de fora.



BROOKLYN NETS
Barclays Center
TÍTULOS - Nenhum
ÚLTIMA CAMPANHA: 14º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga para não ficar entre os últimos da Conferência Leste

Desde a troca que trouxe Kevin Garnett e Paul Pierce, os Nets comprometeram incontáveis escolhas futuras de draft, fato que impede o time de se reformular de maneira decente. Com isso o mercado tem sido muito cruel com a franquia, que consegue no máximo contrato com jogadores medianos. O único jogador que continua sendo capaz de fazer diferença no Brooklyn continua sendo o pivô Brook Lopes. No mais, Jeremy Lin e Randy Foye trazem ao menos alguma experiência para um grupo que entra para mais uma temporada sem nenhuma ambição.


ATLANTA HAWKS
Philips Arena
TÍTULOS – 1 (1958)
ÚLTIMA CAMPANHA: Semifinal da Conferencia Leste
EXPECTATIVA PARA 16/17: Classificar-se para os Playoffs

O Hawks tem freqüentado constantemente os playoffs nas últimas temporadas, mas nunca parece competitivo o suficiente para alcançar ao menos as finais da NBA. Espera-se que as mudanças no elenco não alterem tanto o nível da equipe. Para o lugar de Al Horford, Atlanta buscou o sempre badalado Dwight Howard, na esperança de que o pivô retome os seus melhores dias como nos tempos de Orlando Magic. Aliás, o garrafão é o setor com mais nomes de peso da equipe, pois além de Howard conta com o ótimo e versátil Paul Milsap e com o brasileiro Tiago Splitter no banco de reservas. Na armação, com a saída de Jeff Teague, o técnico Mike Bundenhouser confiará a titularidade ao alemão Dennis Schroder.

CHICAGO BULLS
United Center
TÍTULOS – 6 (1998, 1997, 1996, 1993, 1992, 1991)
ÚLTIMA CAMPANHA:  9º na conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Semifinal da Conferência Leste

A temporada marcará novos tempos em Chicago. O elenco passou por profundas mudanças no seu núcleo principal. Derrick Rose (MVP pela equipe em 2011) e Joaquin Noah (principal referência defensiva enquanto esteve saudável) foram para os Knicks e Pau Gasol partiu rumo a San Antonio. Por outro lado, as aquisições feitas pela equipe de Illinois mostram que não haverá reconstrução via draft agora O time cercou Jimmy Butler, atual estrela do time, com outras estrelas para tentar brigar na elite da conferência Leste. A principal delas é Dwyane Wade, que chega ao Bulls após mais de uma década em quadra e três títulos pelo Miami Heat. Além dele, o também campeão Rajon Rondo chega para assumir a armação de jogo, acompanhado do competente Robin Lopez para dar solidez e rebotes do garrafão.

BOSTON CELTICS
TD Garden
TÍTULOS – 17 (1957, 1959, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1968, 1969, 1974, 1976, 1981, 1984, 1986, 2008)
ÚLTIMA CAMPANHA: Primeira rodada dos playoffs
EXPECTATIVA PARA 16/17: Final do Leste

Depois de anos de reconstrução vividas após as escolhas de draft obtidas nas trocas que envolveram o Big Three (Kevin Garnet, Paul Pierce e Ray Allen), o Boston Celtics vem melhorando a cada ano, e para essa temporada a tendência é de resultados ainda melhores. O técnico Brad Stevens vem fazendo um ótimo trabalho e calejando um elenco jovem e equilibrado, se classificando para os playoffs nas duas últimas temporadas. Duas potenciais estrelas surgem para tentar levar o time a algo mais: Isiah Thomas, que já estava no elenco na temporada passada e o recém chegado Al Horford, pivô que trará ainda mais versatilidade ao time, pois é competente no garrafão e nos chutes de longa distância.


TORONTO RAPTORS
Air Canada Centre
TÍTULOS - Nenhum
ÚLTIMA CAMPANHA: Final da Conferência Leste
EXPECTATIVA PARA 16/17: Final do Leste

Toronto alcançou sua primeira final de conferência na temporada passada, tirando das costas o peso de não avançar em séries de playoffs desde a época em que Vince Carter jogava por lá. Ainda que isso tenha acontecido, foi de uma forma um tanto amarrada e em lampejos do talento de Kyle Lowry e DeMar DeRozan do que em desempenho coletivo. Os Raptors até ofereceram alguma resistência diante do Cleveland, mas nada que parecesse uma real ameaça. O grande desafio do técnico Dwane Casey é tornar o time menos imprevisível nos jogos decisivos, porque um grupo bom nas mãos ele tem. Espera-se um pouco mais de desempenho do pivô Jonas Valanciunas para desafogar um pouco a dupla Lowry/DeRozan. A franquia canadense tentará repetir o feito nesta temporada, mas deverá ter mais dificuldades por conta de uma concorrência mais forte na teoria.


CLEVELAND CAVALIERS
Quicken Loans Arena
TÍTULOS – 1 (2016)
ÚLTIMA CAMPANHA: Campeão
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga pelo título

O atual campeão manteve o seu elenco praticamente intacto e espera-se que no mínimo esteja novamente disputando a final da NBA em busca do bicampeonato. Nas últimas temporadas o time que conta com LeBron James passeia na conferência Leste, e dessa vez não deve ser diferente. King James continua sendo dominante, mas finalmente entrou em sintonia fina junto de Kyrie Irving. O técnico Tyronn Lue, que assumiu o time no meio da temporada passada depois da demissão de David Blatt, terá a oportunidade de começar seu trabalho cedo desta vez, desde os trainning camps, buscando ajustes que façam com que o time evolua ainda mais.

Previsões para a Temporada 2016/2017 - Conferência Leste (Parte 1)


WASHINGTON WIZARDS
Verizon Center
TÍTULOS – 1 (1978)
ÚLTIMA CAMPANHA: 10º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

A última temporada foi muito decepcionante para a franquia da capital. Para que as coisas sejam diferentes daqui para frente, é fundamental que John Wall e Bradley Beal se acertem definitivamente dentro e fora de quadra e façam com que essa liderança técnica volte a render bons frutos. Outro que tem muito a provar é o técnico Scott Brooks, sempre muito contestado nos tempos de Oklahoma. Brooks viu os Wizards perderem Nenê na offseason (deixando Marcin Gortat carente no garrafão) e não contará com nenhum reforço de peso, o que tornará o seu trabalho ainda mais desafiador.


PHILADELPHIA 76ERS
Wells Fargo Center
TÍTULOS – 3 (1955,1967 e 1983)
ÚLTIMA CAMPANHA: 15º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Melhorar a Campanha Anterior

Os Sixers jogaram as últimas temporadas no modo Tank para ter maior chance de conquistar as primeiras escolhas no draft. Vieram ótimos jovens dessas escolhas como Joel Embiid, Jahlil Okafor e Nerlens Noel, mas o projeto de perder seguiu firme e forte. Quando chegou o momento de desfrutar do talento de uma futura super estrela, o time deu azar, já que Bem Simmons se lesionou na pré temporada e ficará ao menos três meses parado. Se ainda não tem time suficiente para lutar por algo, ao menos devem deixar de ser um mero saco de pancadas da liga e oferecer alguma resistência a seus adversários.

ORLANDO MAGIC
Amway Center
TÍTULOS – Nenhum
ÚLTIMA CAMPANHA: 11º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Melhorar a Campanha Anterior

Os jovens talentos adquiridos nas últimas temporadas não vingaram da forma que o Orlando Magic gostaria e a abordagem da franquia foi mais agressiva nesse mercado. Conseguiu adquirir bons reforços, mas a grande dúvida em como o técnico Frank Vogel vai dar liga a essas peças. São muitos jogadores que podem jogar na posição 4 ou 5 para alguns que podem jogar fora do garrafão. Entre alas-pivôs e pivôs o Magic conta com Bismack Biyombo, Aaron Gordon, Mario Hezonja, Serge Ibaka, Arinze Onuaku, Damjan Rudez, Nikola Vucevic e Stephen Zimmerman. Resta saber se esse desequilíbrio numérico na montagem do elenco vai interferir no desempenho dentro de quadra.


NEW YORK KNICKS
Madison Square Garden
TÍTULOS – 2 (1970 e 1973)
ÚLTIMA CAMPANHA: 13º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

Uma das franquias mais tradicionais da NBA, os Kinicks vêm de campanhas sofríveis nas últimas temporadas. Ao menos na última, sua escolha de draft foi o excelente Kistaps Porzingis, o que deu certo ânimo aos nova-iorquinos e não deixou Carmelo Anthony sem ninguém para conseguir dialogar em quadra. Para este ano, chegam à Nova Iorque o ex-MVP Derrick Rose e Joaquin Noah, dupla que fez muito sucesso em Chicago há algumas temporadas. Resta saber se vão se manter longe das lesões (principalmente no caso de Rose) para levarem os Knicks finalmente de volta aos playoffs.

MILWAUKEE BUCKS
Bradley Center
TÍTULOS – 1 (1971)
ÚLTIMA CAMPANHA: 12º na Conferência Leste (Fora dos Playoffs)
EXPECTATIVA PARA 16/17: Melhorar a Campanha anterior

Os Bucks foram de um sucesso inesperado na temporada 14/15 ao fracasso em 15/16. A impressão é que o jovem time estourou antes do previsto e quando se esperava mais acabou fraquejando. O elenco que tem talentos como Giannis Antetokounmpo e Jabari Parker, agora conta também com a experiência dos recém-chegados Matthew Dellavedova e Jason Terry. O grande problema é que Milwaukee não consegue manter uma produção sólida, principalmente no ataque, com peças que não tem um encaixe tático fácil. Greg Monroe, por exemplo, veio com grande expectativa do Detroit, mas seu desempenho vem regredindo junto com o da equipe, que deve ter vida dura neste ano.


MIAMI HEAT
American Airlines Arena
TÍTULOS – 3 (2006, 2012, 2013)
ÚLTIMA CAMPANHA: Semifinais da Conferência Leste
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

A temporada pode significar o término de uma era campeã com o fim do Big Three. LeBron James já havia saído duas temporadas atrás para tentar vencer em Cleveland, sua cidade natal. Dessa vez, Dwayne Wade, franchise player da equipe por anos deixou a equipe rumo a Chicago, e se houver a confirmação de que Chris Bosh não poderá jogar por conta de seus problemas com os coágulos sanguíneos, só sobrará Udonis Haslem com anel de campeão no elenco. Com todas essas mudanças, há uma clara escassez de talento neste atual grupo. Espera-se que a dupla Hassam Whiteside e Goran Dragic assuma o protagonismo da equipe. Tyler Johnson e Justice Winslow também são bem vistos em Miami, que deve ter muitas dificuldades para repetir o desempenho da última campanha.

INDIANA PACERS
Bankers Life Fieldhouse
TÍTULOS – Nenhum
ÚLTIMA CAMPANHA: Primeira rodada dos Playoffs
EXPECTATIVA PARA 16/17: Briga por uma vaga nos playoffs na Conferência Leste

Agora nas mãos do técnico Nate McMillan, os Pacers versão 16/17 mostram que ao menos no papel tem condições de brigar de igual para igual com os melhores do Leste. O time adicionou peças de reposição ao seu elenco de apoio trazendo Thaddeus Young, Al Jefferson e Aaron Brooks. A principal aquisição, no entanto, é Jeff Teague, vindo dos Hawks. Além deles, Indiana contará com o ótimo Myles Turner com um ano de experiência, com Monta Ellis provavelmente mais adaptado ao time e é claro, com o all-star e franchise player Paul George. Todos esses fatores trazem muito otimismo aos Pacers, mas o sucesso dependerá muito da sua posição de classificação na fase regular.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sobre recorde de vitórias, o fundo do poço e o equilíbrio: o que esperar da semana na NBA

O RECORDE
O Golden State Warriors pode alcançar hoje, em sua ORACLE Arena, um feito inédito na NBA. Basta vencer o combalido Los Angeles Lakers para obter sua 16° vitória seguida e cravar o melhor início de um time em toda história da liga, batendo o Washington Capitols, na longínqua temporada de 1948-1949 e o Houston Rockets de 1993-1994 (que conquistou o título posteriormente), ambos com 15 vitórias inicias.
Se alcançar a campanha de 72-10 do Bulls de Jordan ainda parece um objetivo distante (mas possível), o melhor início está muito, MUITO próximo e meu palpite é que isso aconteça sem muitas dificuldades para o time de Curry e companhia.

Na TV:
Los Angeles Lakers @ Golden State Warriors – SporTV – 1h30 (horário de Brasília)

O SACO DE PANCADAS
Se Golden State coleciona vitórias, o mesmo não pode se dizer do Philadelphia 76ers. Com 15 derrotas consecutivas, os tempos de cultura perdedora instaurada na franquia não parecem ter fim. Os parâmetros para a reconstrução do time se mostram completamente equivocados e não é de hoje. O único objetivo da diretoria parece ser o de estar bem ranqueado nas escolhas no draft, seja por ser o pior time da liga, ano após ano, seja via troca de bons jogadores que poderiam formar a médio prazo um grupo de apoio competente ao redor das estrelas escolhidas. Por mais que se recrute um talento como Jahlil Okafor, é necessário oferecer elementos para que eles se desenvolvam e queiram ficar na equipe. Entrar em quadra sem perspectiva e com a certeza da derrota afeta qualquer jogador com o mínimo de competitividade.
Os Sixers têm uma sequência dura de três jogos fora de casa. Visita Boston, Houston e Memphis. Se perder todas (o que é muito provável) flertará perigosamente com o pior início da história da NBA.

EQUILÍBRIO
É só o começo de temporada, mas é possível detectar, ao menos na tabela de classificação de momento, uma melhora no bloco intermediário da conferência Leste. Até Detroit, o atual 11° colocado, o aproveitamento das equipes atinge 50% ou mais. New York Knicks (8-7) e Charlotte Hornets (8-6) são as principais surpresas até aqui.

O lado Oeste também está nivelado, mas com alguns times enfrentando momentos instáveis. Houston começou mal (5-9), e espera-se uma melhora após a demissão do técnico Kevin McHale, que não se encontrava mais em sintonia com o elenco. Memphis (7-7) e Clippers (6-7) também tem atuado muito abaixo do que se espera. 

E você caro leitor? O que destaca (de positivo ou negativo) na temporada até aqui? Comente.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Warriors seguem dominantes e mostram que a história pode ser escrita pela sua maneira de jogar basquete

Muitos duvidavam que o Golden State Warriors pudesse conquistar o título da NBA na temporada passada. Só o fato de disputar uma conferência com San Antonio Spurs, a franquia mais bem-sucedida da liga nos últimos anos, já seria suficiente para nos questionarmos sobre a possibilidade de sucesso. Imagina se incluirmos equipes com os talentos que possuem Los Angeles Clippers e Houston Rockets nessa jogada? Ou ainda a brutal defesa estilo anos 90 do Memphis Grizzlies? Pois é, Golden State ganhou a conferência Oeste sem contestações e no fim, bateu um desfalcado Cleveland Cavaliers, mas que ainda assim contava com o LeBron James, o melhor jogador do mundo até então.
É verdade que tudo isso não foi descartado nos previews no início dessa temporada, mas ao mesmo tempo a sensação era de que, em geral, ainda não havia uma análise com a consideração otimista que os Warriors mereciam por tudo o que fizeram a pouco tempo. E eu me incluo nessa. Ainda que atuais detentores do título, assumiam-se somente como um dos postulantes pela conquista novamente, mas não com um favoritismo destacado. Talvez mais pelo talento dos concorrentes do que qualquer outra coisa.
Após dez jogos, dez vitórias. O que impressiona não é só a sequência de invencibilidade, mas sim a forma incontestável como ela está sendo conquistada. Golden State não só vence, mas convence e impõe cada vez mais o seu modo de jogar perante a qualquer tentativa adotada por seus adversários.
Quem analisa de maneira mais cautelosa julga que ainda é cedo para prognósticos mais avançados sobre o que os Warriors podem fazer, tanto em termos de números quanto de resultados. Realmente é só o começo, isso é fato. Por outro lado, não só pelo atual desempenho, mas por tudo o que vimos no passado recente, alguns entusiastas se perguntam: será que esse time pode igualar o recorde de 72-10 do Chicago Bulls de Michael Jordan em 1996?
Eu acho mais provável que os Warriors repitam as 67 vitórias da temporada regular passada ou atinjam algo próximo disso, até porque já obteve uma sequência invicta maior da que possui agora. Mas esse time mostra querer correr (literalmente) por isso. Se alcançarem o feito dos Bulls, sinceramente não me surpreenderia. Não tenho a pretensão de comparar quem deles é o melhor, mas estou realmente empolgado com que os Warriors estão fazendo. Estão mostrando que é possível elevar o nível do que fizeram na última temporada. Não parecem ter atingido o limite.
Stephen Curry está com uma média absurda de 33,3 pontos por jogo até aqui. Steph, Harrison Barnes e Draymond Green estão no top 5 em Offensive Rating (média de pontos do time a cada 100 posses com um determinado jogador em quadra). O time lidera em pontos e assistências por jogo (114,8 e 29,3 respectivamente), em conversão de tiros de três pontos (40,8%) e corre 169,9 milhas por noite. Isso significa que espaçam a quadra como ninguém, criando espaços para os chutes de fora ou infiltrações. A competência defensiva, em especial de Green os tornam completos.
Curry pode ser MVP da temporada regular, mas Andre Iguodala pode ser o fator determinante entre ataque e defesa e tem talento suficiente para ser um MVP das finais, como fez ano passado. Klay Thompson (15,2 pontos de média até aqui) ainda não jogou o seu melhor, imagina quando emplacar? Além do estilo próprio de jogo, o time atingiu um nível de sincronia e confiança incrível.
Fãs de basquete, assistam esse time jogar, o máximo que puderem. É divertido ver Golden State em quadra, até porque eles executam tudo isso como se realmente estivesses se divertindo. Assistam o que Curry fez ontem pra cima do Minnesota Timberwolves.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Destaques em suas conferências, Golden State e Toronto são os únicos invictos na primeira semana de NBA

Foram apenas nove dias de temporada regular da NBA até agora, mas já podemos destacar o desempenho de algumas equipes. Os únicos invictos na liga, numa média entre cinco e seis jogos por equipe, são Golden State Warriors no Oeste e Toronto Raptors no Leste.

O time canadense já havia conquistado um feito na terça ao vencer os Mavericks, em Dallas, e iniciar pela primeira vez na sua história uma campanha com quatro vitórias seguidas. O quinto (e inesperado) triunfo foi conquistado quarta, fora de casa, contra o fortíssimo Oklahoma City Thunder, por 103 a 98. DeMar DeRozan superou Kevin Durant em número de pontos (28 a 27), e liderou as ações dos Dinos, que fizeram um péssimo primeiro período, mas se recuperaram a tempo com uma defesa sólida. Ainda é cedo, mas o impacto que jogadores como DeMarre Carroll e Luís Scola trouxeram ao time tem feito a diferença nesse começo de temporada.


Golden State, por sua vez, começou sua trajetória de forma avassaladora, passando por cima de seus adversários sem tomar conhecimento. Se o time continua da mesma forma com que terminou a temporada, Stephen Curry parece ainda melhor. Marcou 53 pontos diante do New Orleans Pelicans no último sábado. Liderou o time na vitória sobre o Memphis (e seu poderoso jogo defensivo) por uma incrível diferença de 50 pontos. Só os Clippers chegaram a algo perto de conseguir segurar Cutty e companhia, mas que no fim não foi o suficiente. Para se ter uma ideia, até ontem Curry tinha convertido mais bolas de três pontos do que cinco times da NBA. E é só o começo para o que parece não ter limite.

Nota importante para mais uma incrível marca alcançada pelo trio Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili. Eles alcançaram 541 vitórias em temporada regular atuando juntos. Esse novo recorde é mais uma prova do quanto eles são responsáveis pela longevidade competitiva do San Antonio Spurs. E creiam, com Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge o futuro está garantido.

E aí pessoal? O que estão achando do início de temporada? Comentem.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ATUAL TEMPORADA DA NBA CONTA COM SIGNIFICATIVO NÚMERO DE JOGADORES BRASILEIROS

A temporada 2015/2016 da NBA é especial para o basquete nacional. São nove jogadores brasileiros disputando a melhor liga de basquete do mundo, alguns com maior destaque, outros tentando conquistar espaço em seus elencos. É inegável que esse número é relevante, ainda que pese o fato de estarem numa competição cada vez mais globalizada. O Brasil só perde em número de estrangeiros para o Canadá (13) e França (11).

Além deste feito, é importante ressaltar o provável crescimento desses números a médio e longo prazo, o que é bem animador. O mercado brasileiro já é um dos mais especiais para a NBA. Prova disso são as três edições do Global Games realizadas no Rio de Janeiro. A liga também apóia o nosso torneio local e vê com bons olhos os nossos campeonatos de base.

Na temporada passada, tivemos o segundo jogador brasileiro campeão da NBA. Após Tiago Splitter conquistar o título em 2013/2014 com o San Antonio Spurs, Leandrinho Barbosa teve sua contribuição na segunda unidade do Golden State Warriors vencedor em 2015.

Dentro de todo esse cenário, fiz uma rápida análise do que esperar de cada um dos brasileiros na temporada que se inicia, na ordem em que devem aparecer em seus respectivos times. Serve até como um “esquenta” do que veremos na nossa seleção nas Olimpíadas do Rio em 2016.

LEANDRO BARBOSA
O técnico Steve Kerr vai destinar a Leandrinho o papel de manter a intensidade do time quando os reservas dos Warriors estiverem em quadra. É provável que jogue um tempo razoável, principalmente na temporada regular, se considerarmos que o ataque feroz de Golden State deve resolver muitos jogos com antecedência e dar tempo aos suplentes. Após ser eleito o melhor sexto homem da NBA em 2007 quando atuava no Phoenix Suns, Leandrinho vive novamente um bom momento na liga.


TIAGO SPLITTER
Trocou o Spurs pelo Hawks e tem tudo para manter funções semelhantes na rotação em relação ao que desempenhava no seu antigo time. De todas as transferências possíveis para Splitter, ir para Atlanta foi o melhor que poderia ter acontecido a ele, pois é um time que joga um basquete coletivo e inspirado no que faz San Antonio. Adaptação não será um problema.

RAULZINHO
Em sua primeira temporada na NBA, deve ser mais importante para o Utah Jazz do que se previa no momento de sua chegada à franquia de Salt lake City, principalmente depois da contusão do armador titular Dante Exum. Raulzinho vem jogando muito bem, tem cavado seu espaço num  grupo jovem e promissor, inclusive conquistando a titularidade em algumas partidas.


NENÊ
Segue para mais uma temporada no Washington Wizards, mas dessa vez não deve estar entre os titulares. O técnico Randy Wittman deve optar por um time mais leve e dar mais espaço para o polonês Marcin Gortat. Ainda assim, a bagagem e o talento de Nenê são importantes para as ambições dos Wizards numa temporada regular longa como é a da NBA, e principalmente, nos playoffs, onde são necessários ajustes e a experiência faz diferença.


MARCELINHO HUERTAS
Finalmente veremos o armador titular da nossa seleção na NBA, e de quebra num time tradicionalíssimo como o Los Angeles Lakers. Após muitos anos no Barcelona, onde conquistou títulos e respeito no basquete europeu, Huertas agora vai encarar o desafio de jogar no basquete norte-americano. Em um elenco cheio de jovens, pode se tornar uma das referências técnicas da equipe, mesmo se estiver entre os reservas.


ANDERSON VAREJÃO
Por conta da lesão que o tirou da temporada passada praticamente inteira, perde o seu posto de titular no Cleveland Cavaliers. O pivozão Tymofei Mozgov chegou no meio da temporada passada e jogou bem, fazendo um papel digno no garrafão. Varejão teoricamente disputa com o russo minutos em quadra, já que Tristan Thompson e Kevin Love serão titulares. Anderson é extremamente identificado com a franquia em que atua desde 2004. A torcida em Cleveland o adora e sabe que luta não vai faltar com o brasileiro em quadra, mesmo que isso dure poucos minutos por jogo.

BRUNO CABOCLO
O jovem ala revelado pelo Pinheiros segue para o seu segundo ano no Toronto Raptors. Na temporada passada jogou mais tempo na D-league (a liga de desenvolvimento da NBA) do que no time principal da equipe canadense. Aparentemente nessa temporada a situação não muda. Os Raptors cuidam do Bruno como um jovem talentoso e querem incluí-lo junto aos comandados de Dwane Casey quando sua evolução estiver consolidada. É provável que isso ocorra a partir da próxima temporada.

LUCAS BEBÊ
Também no Toronto Raptors, o pivô teve a oportunidade de atuar no Estudiantes da Espanha antes de ingressar na NBA no ano passado. Espera-se que solidifique seu potencial, pois tem 23 anos e um pouco mais bagagem do que o Bruno Caboclo (20).

CRISTIANO FELÍCIO
Campeão de tudo pelo Flamengo, o ala-pivô teve um bom desempenho na Liga de Verão da NBA conseguiu firmar contrato de dois anos com o Chicago Bulls. Resta saber se ficará com o elenco principal em tempo integral ou se jogará a D-League em algum momento da temporada.

E para você querido leitor? Qual dos brasileiros vai se destacar na NBA? Opine!



terça-feira, 27 de outubro de 2015

REPLETA DE EXPECTATIVA E COM FAVORITOS EM ALTA, TEMPORADA DA NBA COMEÇA NESTA TERÇA

Após meses de espera, a bola finalmente vai subir para mais uma temporada da NBA. Na noite desta terça feira, a partir das 22h, acontecem três jogos. Destaque para as estreias de Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors, finalistas da temporada passada. Cleveland vai até o United Center enfrentar o Chicago Bulls, um de seus principais concorrentes na Conferência Leste, enquanto o Warriors inicia sua luta pelo bicampeonato recebendo o desfalcado New Orleans Pelicans de Anthony Davis na ORACLE Arena. Na outra partida da rodada, o Detroit Pistons visita o Atlanta Hawks.

O PRINCIPAL TIME DO LESTE SEGUE SENDO O CLEVELAND

A lista de favoritos ao título não é muito diferente da temporada passada. No lado Leste, Cleveland, liderado por LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love, segue como o principal candidato ao título da conferência. Na lista dos times que tentarão evitar essa tendência estão Miami Heat, Atlanta Hawks, Toronto Raptors, Washington Wizards e Milwaukee Bucks.

O Heat precisará dar encaixe e entrosamento ao seu talentoso elenco durante a temporada. Hassan Whiteside foi uma grata surpresa no garrafão. Resta saber como ele vai se sair ao lado de Chris Bosh, que perdeu grande parte da temporada passada. Goran Dragic tem talento para municiar os dois, mas precisará contar com Dwyane Wade livre de lesões para tornar o time uma potência do Leste novamente.

Hawks e Raptors precisam ir além das brilhantes campanhas de temporada regular. Atlanta foi mais longe e tem um estilo de jogo sólido, muito bem definido pelo técnico Mike Budenhouzer, enquanto Toronto travou na pós temporada passada, sendo varrido pelo Washington. Nem a temporada de All-Star de Kyle Lowry levou o time canadense ao sucesso e DeMarre Carroll chega para tentar estabilizar defesa e ataque. São duas equipes que precisam elevar seus níveis para que de fato estejam credenciadas a brigar efetivamente pelo título.

Os Wizards não conseguiram ir além da semifinal de conferência, pois John Wall, sua grande estrela, ficou de fora nos momentos decisivos por conta de lesão. De qualquer forma, ganharam rodagem nos playoffs e não foram mal. Os Bucks contam com um elenco jovem, físico, cheio de energia e querendo provar o seu valor. São incansáveis na defesa, setor que deve melhorar ainda mais com Greg Monroe no garrafão. Precisam de alguns ajustes que faça o ataque fluir para superarem a primeira rodada de playoffs da temporada passada.

NO OESTE, GOLDEN STATE SEGUE EM BUSCA DO BICAMPEONATO

No Oeste não dá para cravar nenhum favorito de maneira tão clara. Golden State não terá vida fácil para manter o status de campeão. Para chegar ao seu objetivo, terão de superar San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets e Memphis Grizzlies. Essa elite faz do Oeste a conferência mais forte da liga.

Os Warriors mantiveram o elenco que tirou a franquia da seca de títulos. Se continuarem com seu ímpeto ofensivo em alta, com Steph Curry e Klay Thompson alcançando aproveitamentos absurdos em seus arremessos, fatalmente estarão disputando, no mínimo, a final de conferência novamente. Os Spurs, sempre candidatos com o núcleo que conta com o técnico Gregg Popovic, além de Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginóbilli e Kiwhi Leonard trouxeram nada menos que LaMarcus Aldridge. Temos motivos de sobra para acreditar que ele se adaptará, tendo em vista que San Antonio joga um basquete que funciona como um relógio.

O Thunder precisará de uma temporada saudável do trio Kevin Durant, Russel Westbrook e Serge Ibaka para quem sabe repetir a final de 2011/2012. Nas últimas três temporadas, os três praticamente não atuaram juntos por estarem lesionados (cada um num momento diferente) e isso impediu resultados mais significativos, ficando de fora dos últimos playoffs inclusive. Desta vez isso não deve acontecer e o time brigará na parte de cima da tabela.

Os Clippers tiveram uma oportunidade clara de disputar a final de Conferência passada, mas a eliminação diante do Rockets deu vida aos velhos fantasmas da franquia de fraquejar em momentos decisivos. A turma de LA com certeza vai preferir lembrar da vitória épica sobre o Spurs por 4 a 3 na melhor série dos últimos anos. A diretoria trabalhou bem nessa offseason e melhorou o grupo de apoio de Chris Paul e Blake Griffin com a adição de Lance Stephenson e Josh Smith, além de manter DeAndre Jordan.

Houston não deve mudar o seu estilo de jogo, focando suas ações ofensivas nos chutes de meia e longa distância e aproveitando os espaços para as infiltrações de James Harden e o recém adquirido Ty Lawson. Com Dwight Howard jogando bem no garrafão, os Rockets possuem um dos melhores ataques da NBA. Fato que se contrapõe ao Memphis, uma das fortalezas defensivas da liga. Faz tempo que os Grizzlies impõem seu jogo físico, ofensiva e defensivamente e não mudarão tão cedo. Deixam o sangue e suor na quadra e é um dos adversários mais difíceis de se derrotar. Um time quem tem Marc Gasol e Zach Randolph no garrafão e Mike Conley destruindo corpos na marcação jamais pode ser descartado.

E aí pessoal? Qual a expectativa para a temporada? Quem leva o título? Quem será o MVP? Animados? Palpitem!